Im
[próprio] ao momento.


Encontrei teu corpo morto, na rotina do sono dos justos, mãos e pernas espalhadas pelos quatro cantos do sofá. A figura do rosto desfeito, de cabelo nos olhos, de batom no queixo. O vestido que mostrava as coxas grossas, de pêlos dourados correndo no campo torneado da pele alva. Desliza a palma da mão da canela ao joelho, do joelho à bunda, à virilha.
Um pedaço de tecido entre os dentes, deslizando sobre o pescoço, e os seios ficam nus. O mamilo, artigo indefinido de uso impróprio. Banhado de saliva, que repousa quente na pele que sente os poros da língua bandida. Que ao som dos tiros dos dedos, como em toques de violão, sequestram o sono pedindo gemidos por resgate.
Desenha-se um rastro de cobra com a boca, estando as mãos firmes nos ossos da cintura, e então definitivamente acordas com a pressão da minha língua em teu sexo - e o primeiro gole de ar que tomas, profundo, é seguido das mãos que se agarram à minha nuca. Mãos desesperadas são as que habitam tuas coxas e movimentos rápidos tem os lábios. Contra lábios. Muito molhados, m doces que são, chocolates róseos e quentes.
Silêncio, respiração ofegante, olhos nos olhos, pensamentos boquiabertos. O pau entra rasgando. Milimétrica e sensivelmente. Até o fim da noite você começa a me amar.

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